quinta-feira, 13 de setembro de 2012

VÍCIO EM EXERCÍCIOS FÍSICOS


A maioria das pessoas tem dificuldade em manter uma vida mais saudável por diversos fatores. As desculpas da “turma do sedentarismo” variam entre falta de tempo, a pressa por resultados, a insatisfação com várias modalidades esportivas e várias outras. Mas os especialistas em atividade física agora se deparam com um problema bem mais complicado do que incentivar a prática de atividade física: o vício em exercícios.

Em casos mais extremos, o praticante pode desenvolver um transtorno que o faz se achar mais magro ou fraco do que é, enquanto seus músculos incham: a vigorexia.

A doença pode levar ao abuso de exercícios físicos, provocando lesões irreparáveis. Entre as mais comuns estão as dores nas costas, as tendinites (joelho, ombro, patelares), inflamações articulares, estiramentos musculares, entre outros.

A vigorexia ainda pode levar ao uso indiscriminado de anabolizantes (em casos mais severos) e vem sendo subdiagnosticada, conforme parecer de especialistas. Os usuários de anabolizantes podem sofrer atrofia dos testículos, disfunção erétil, lesões renais e no fígado. A atrofia dos testículos pode levar à infertilidade do homem. E o mais grave: raramente portadores desse distúrbio procuram auxílio médico por não se sentirem doentes.

Em muitos casos, o vigoréxico só vai a um psiquiatra, quando é encaminhado por um cardiologista ou urologista, procurado para solucionar problemas causados por uso de esteroides.

Diante da dificuldade de diagnóstico e a rápida expansão da quantidade de vigoréxicos, testes vem sendo propostos para avaliar o risco de se desenvolver o problema.

Parte dos frequentadores de academias almeja exibir um corpo perfeito e investe alto em dietas e suplementos. A má orientação, em algumas dessas situações, os leva para o caminho dos anabolizantes. 

É importante que os praticantes estejam atentos a detalhes como a frequência dos treinos e a autoavaliação no espelho. O exagero pode ajudar a pessoa a checar se há risco de desenvolver a vigorexia. 

Esse teste não é diagnóstico, mas pode detectar comportamentos suspeitos e levar a pessoa a um especialista, mais habilitado para confirmar a ocorrência do distúrbio. 

Pode-se dizer que a pessoa tem vigorexia quando a percepção do próprio corpo não corresponde à realidade. Mas é preciso procurar ajuda médica antes que surja algum problema no organismo. Sem exageros, a atividade física pode fazer muito bem à saúde.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

LESÕES MUSCULARES


O músculo esquelético é dividido em dois tipos de fibras musculares, dependendo de sua atividade metabólica e sua função mecânica.
As fibras tipo 1, conhecidas como vermelhas, lentas, têm baixa velocidade de contração e grande força de contração. Elas funcionam aerobicamente e são resistentes à fadiga.

As fibras tipo 2, conhecidas como fibras rápidas ou brancas, são subdivididas em dois tipos, de acordo com seu nível de atividade metabólica. Ambos os tipos são fibras de contração rápida e têm elevadas força e velocidade de contração.
Acredita-se que a proporção de fibras tipo 1 e 2 nos indivíduos sejam definidas geneticamente, com pouca capacidade de interconversão de um tipo a outro. Já a interconversão entre os tipos 2, A e B, é muito mais comum, dependendo do tipo de treinamento atlético.

Prevenção de lesões musculares

As lesões musculares podem ser evitadas através de um bom condicionamento físico, aeróbico, trabalhando a força muscular adequadamente e mantendo um bom alongamento da musculatura esquelética. 

Mecanismos de Lesão Muscular

As lesões musculares podem ocorrer por diversos mecanismos, seja por trauma direto, laceração ou isquemia. Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória, entre 6 e 24 horas após o trauma. O processo de cicatrização inicia-se cerca de três dias após a lesão, com estabilização em duas semanas. A restauração completa pode levar de 15 a 60 dias para se concretizar.

As principais causas de lesão são o treinamento físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente desfavorável.

As lesões musculares podem ser classificadas em quatro graus: grau 1 é uma lesão com ruptura de poucas fibras musculares, mantendo-se intacta a fáscia muscular; grau 2 é uma lesão de um moderado número de fibras, também com a fáscia muscular intacta; lesão grau 3 é a lesão de muitas fibras acompanhada de lesão parcial da fáscia; grau 4 é a lesão completa do músculo e da fáscia (ou seja, ruptura da junção músculo-tendínea.

A lesão muscular por estiramento pode ocorrer nas contrações concêntricas ou excêntricas, sendo muito mais comum nesta última, com a falha freqüentemente ocorrendo na junção miotendínea.

O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, em que se percebe a nítida impotência funcional e pelos exames complementares que podem auxiliar também no tratamento e na prevenção de novas lesões.

Exames laboratoriais, como de Sódio, Potássio, Cálcio, Fosfato, Magnésio, VHS, podem ser úteis em determinadas situações, a critério do médico.

Na suspeita de uma doença da tireóide, em que podem ocorrer lesões musculares de repetição, pode se solicitar exames de marcadores desta glândula.

Na suspeita de lesões ósseas, como avulsões, os exames radiográficos podem ser úteis.

A Ultrassonografia, a Tomografia e a Ressonância Magnética também podem ser consideradas para auxiliar no diagnóstico e tratamento, tendo em vista que a correta localização anatômica da lesão é fundamental para o tratamento e previsão de retorno ao esporte.

Tratamento

A imobilização do músculo após a lesão, como em qualquer outro tecido, pode levar a atrofia e portanto deve ser evitada. A perda de massa muscular ocorre rapidamente e depois tende a estabilizar e a perda de força ocorre simultaneamente. A resistência à fadiga diminui rapidamente.

Já a mobilização precoce aumenta a resistência das fibras à tensão, melhora a orientação das fibras e mantém uma adequada vascularização do músculo, evitando a atrofia muscular.

Deve-se instituir de imediato a aplicação de gelo local, repouso relativo e medicações anti-inflamatórias. Após dois a três dias inicia-se então o tratamento fisioterápico, com ênfase na mobilidade e fortalecimento muscular e melhoria da resistência. A seguir trabalha-se a propriocepção e o condicionamento geral do atleta, inclusive aeróbico e o retorno gradativo às atividades, com liberação completa ao esporte quando o atleta se encontrar nas mesmas condições pré-lesão e sentir segurança para retornar.

Para o retorno do atleta à atividade, este deve possuir uma amplitude de movimento articular normal, estar completamente sem dor, edema ou derrame, com uma força muscular de no máximo 20% da normal e condicionamento cardio-respiratório normal.

PROGRAMAS PERSONALIZADOS DE TREINAMENTO FUNCIONAL VIRAM TENDÊNCIA

O conceito do treino funcional é uma preparação física com o objetivo de aprimorar os movimentos dos praticantes. O treino é a melhor alternativa para gerar saúde e bem-estar, ganhar massa muscular, perder peso, obter performance, ficar mais disposto nas atividades, de maneira mais específica e eficiente. “Durante dois anos fiz visitas em mais de 400 academias analisando tanto as pessoas que lidavam com treinamento funcional e personal trainer, quanto as que investiam apenas em musculação, sem foco na ginástica. Descobri que a grande procura é pela metodologia funcional e que estamos vivendo em um novo mercado”, afirma Claudio Tonon, gestor do espaço Mais Vida Saúde e Lazer, em Araras, e treinador PRO da Body Systems Latin America.

A solução de muitas academias para oferecer um produto diferenciado no novo mercado são os programas personalizados de treinamento funcional. Os programas visam à construção do corpo de maneira a aprimorar a capacidade física. A Academia Triathon, localizada em São Paulo e com mais de 2.500 alunos, aperfeiçoou seu método de trabalho com o PET – Programa de Exercícios Triathon. O programa, desenvolvido pela equipe de professores da academia, sob a supervisão técnica do Professor Mauro Guiselini, mestre em Educação Física – é um programa de orientação individualizada, customizado de acordo com as necessidades e ansiedades de cada aluno. "A proposta do PET é que o aluno alcance suas metas de maneira equilibrada e consciente, visando à construção do corpo e a uma melhora global”, ressalta Patricia Pirozzi, diretora executiva da Academia Triathon, acrescentando que “ele aprende a obter resultados através do desenvolvimento e aprimoramento equilibrado das capacidades físicas: resistência cardiorrespiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, velocidade, agilidade, potência, coordenação, equilíbrio, precisão”.

Treinamento funcional é mais eficaz que musculação


treinamento funcional está sendo introduzido nas academias e conquista cada vez mais gestores, professores e alunos com uma forma divertida, lúdica e dinâmica de treinar. “OTreinamento funcional é presente, já está 12 anos no mercado, a gente que às vezes vive no passado. As variedades de movimentos é o que mais intensifica a procura pelo treino, já que é voltado para o bem-estar, para a estética, para atletas, entre outros”, afirma Tonon. No método, o peso do próprio corpo é o principal equipamento. Existem alguns acessórios que são utilizados nas aulas e que auxiliam no aprimoramento dos movimentos do indivíduo, como elásticos, bolas e discos de equilíbrio. Além dos acessórios clássicos, há circuitos em que o aluno corre, pula em camas elásticas, salta obstáculos, desvia de cones, entre outras atividades aeróbicas. “O treinamento funcional está virando uma grande tendência e o principal motivo é a experiência de treino fornecida ao aluno. Os alunos se interessam cada vez mais, pois consideram o treinamento funcional mais maleável e divertido que o treino tradicional”, afirma Luciano D’Elia, criador do Core 360º e precursor do treinamento funcional no Brasil.

Os alunos de treinamento funcional estão propícios a terem um corpo mais equilibrado, forte e veloz dos que os praticantes de musculação. Os padrões de movimentos do treino funcionalenvolvem muito mais músculos que uma série de musculação. Os treinamentos funcionaismovimentam grande parte do corpo de forma integrada, enquanto a musculação trabalha algumas partes isoladamente. “No treinamento tradicional, o aluno ganha força, porém pouca ou nenhuma agilidade e flexibilidade. Ele pode até atingir seu objetivo, porém tem o condicionamento físico comprometido”, explica Patricia Pirozzi.

Capacitação dos professores em Treinamento Funcional


A gestão de um treinamento funcional precisa ser diferente já que é uma ferramenta que trabalha com os mais diferentes perfis de alunos, sendo eles, crianças, idosos, atletas amadores, entre outros. Ao contrário dos programas de padronização de aulas, que limitam a criatividade dos profissionais de Educação Física, é necessário explorar diversos movimentos e atividades quando se trata de um treino funcional. O ideal são cursos de capacitação, que “inclui técnicas de avaliação e de prescrição dos exercícios corretivos”, diz explica Mauro Guiselini, diretor do Instituto Mauro Guiselini e criador do M.E.T. - Multifuncional Exercise Training.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

TREINAMENTO DE FORÇA X OSTEOPOROSE


Essa doença é responsável por mais de 1,5 milhão de fraturas anuais. Os com cuidados médicos relacionados à fratura nos EUA custam, em média, U$$13,8 bilhões. A probabilidade de acontecer fratura osteoporótica após os 50 anos,e  até o fim da vida, é de 40% na mulheres e de 13% nos homens.
As quedas são a principal preocupação para pessoas que possuem osteoporose, pois através delas, aumenta-se o risco de fraturas dos ossos do quadril, punho, coluna ou outras partes do esqueleto.
Embora qualquer fratura possa ter um impacto dramático no indivíduo afetado, numa perspectiva de Saúde Coletiva as fraturas de quadril são as mais importantes porque são as principais fontes de morbidade associada à osteoporose e constituem causa predominante de óbito.
Como prevenir?
A prevenção da osteoporose deve começar desde a infância, e o objetivo deve ser a otimização do pico de massa óssea. O pico de massa óssea é a maior massa óssea obtida pelo indivíduo ao longo da sua vida. Isto ocorre no final do crescimento longitudinal (20 anos de idade).
No idoso, o maior objetivo da prevenção é minimizar as perdas de massa óssea e evitar as quedas. Os exercícios, nesta idade, têm como objetivo também a melhora do equilíbrio, do padrão da marcha, das reações de defesa e da propriocepção de uma maneira geral. Isto melhora a independência e contribui para melhor qualidade de vida. Alguns fatores são importantes para aumentar o pico de massa óssea:
  • Ingerir alimentos ricos em Cálcio – Os ossos são formados basicamente por cálcio, e ingerir quantidades suficientes deste nutriente é a principal forma de se prevenir contra a Osteoporose. O Cálcio é encontrado principalmente no leite e seus derivados, portando beba bastante leite, iogurte e coma queijo. Outra boa fonte de cálcio são os vegetais verde escuros, como brócolis e espinafre.
  • Tome sol – O sol ajuda a sintetizar a vitamina D, que por sua vez ajuda o organismo a absorver o cálcio. Pessoas que passam anos completamente isoladas do sol certamente ficam com osteoporose. Mas cuidado, tome sol nos horários da manhã e a tardezinha, quando o sol estiver mais fraco.
  • Pratique exercícios físicos – Os Exercícios físicos irão deixar seus ossos mais fortes, pois eles ajudam a melhorar o desempenho e funcionamento de todo o seu corpo, incluindo os ossos.
Tratamento para osteoporose – Medidas Gerais
As principais medidas para o tratamento da osteoporose são: atividade física, suplementação de cálcio e vitamina D e orientação na prevenção de quedas.
Treinamento de força X Osteoporose
Para Fleck & Kraemer (1999) a força é um fator importante para as capacidades funcionais, e a fraqueza dos músculos podem avançar até que uma pessoa idosa não possa realizar as atividades comuns de vida diária, tais como: levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou jogar o lixo fora.
O treinamento de força muscular mais que o treinamento aeróbio, estaria diminuindo os efeitos negativos do envelhecimento sobre as variáveis neuromusculares e proporcionando ao idoso, a possibilidade de ser funcionalmente independente além de reduzir a incidência de fraturas ósseas. (GUEDES, 2007)
O mais recente posicionamento da ACSM de 2002, reforça que o treino de força é importante e que a sua prática regular desenvolve e mantém as estruturas muscular e óssea. A ACSM recomenda que, na prática sejam feitos de 8 a 10 tipos de exercícios de uma intensidade de 60 a 80% de uma repetição máxima (1 RM), de 8 a 12 repetições por exercício e uma regularidade de 2 a 3 vezes por semana.
Segundo Teixeira (2008)  seja qual for o meio em que o indivíduo com osteoporose for praticar uma atividade física, é importante que em todo o programa de reabilitação ou treinamento físico seja enfatizado o fortalecimento muscular dos extensores da coluna vertebral, flexores do quadril e extensores do joelho, pois estes grupos musculares estão diretamente ligados à prevenção e reabilitação de fraturas osteoporóticas.
Avaliação do indivíduo com osteoporose
Qualquer pessoa, antes de iniciar um programa de exercícios físicos, deve antes, passar por uma avaliação, no caso do indivíduo com osteoporose não é diferente. Os exames solicitados pelo médico, como Raio X, densitometria óssea, dentre outros, ajudarão ao profissional de educação física a abordar qual atividade será melhor a se aplicar a este indivíduo.

O QUE COMER PARA EMAGRECER?

Infelizmente, muitas pessoas ainda pensam que ficar sem comer irá fazê-las eliminar peso… Já está mais do que provado que comer de 3-3 horas acelera o metabolismo, aumentando a queima de gordura e ajudando no processo de emagrecimento. Saiba que ao se consultar com um nutricionista, de forma alguma você terá que passar fome, É ERRADO PASSAR FOME! Muito pelo contrário, na maioria das vezes as pessoas assustam, pois terão que comer mais do que comiam, o que muda é a qualidade desses alimentos…


Mas quais opções escolher? O que comer? Que alimentos ajudam a emagrecer?
Confiram os alimentos TOP em auxiliar o emagrecimento:

IOGURTE E LEITE DESNATADOS: Itens indispensáveis para quem deseja emagrecer. Os laticínios sem gordura são fontes de proteínas, vitaminas, minerais, como, por exemplo, o cálcio, que atua como coadjuvante no processo de emagrecimento. Quem tem dieta rica em cálcio, tem menos acúmulo de gordura no corpo! Sem contar que as proteínas do leite são de ótima qualidade, reparam fibras musculares e aceleram o metabolismo (assim como as outras proteínas animais também);


CEREAIS INTEGRAIS: Hora de eliminar farinha branca e açúcar do seu cardápio! Os cereais integrais são ricos em fibras, nutrientes e possuem baixo índice glicêmico, fazendo com que sua glicemia fique estável e não haja picos de insulina a todo o momento, grande responsável por estocar gorduras corporais;

PROTEÍNAS MAGRAS: Como dito anteriormente, uma dieta rica em proteínas ajuda a acelerar o metabolismo, pois sua digestão é a mais complexa entre todos os macronutrientes, então, capriche no consumo de proteínas magras em todas as refeições;

VEGETAIS: Aumente o consumo de frutas/legumes e verduras ao longo do dia, afinal, eles são pobres em calorias e gorduras, rico em fibras, água, vitaminas e minerais, auxiliando no processo de emagrecimento. Os únicos vegetais que devem ser consumidos com moderação são: batata, mandioca, inhame, cará, mandioquinha, abacate, manga, uva e batata-doce, pois possuem um pouco mais de calorias do que os outros;

FEIJÃO: Ouço muito por aí: “Quero emagrecer então vou cortar arroz e feijão!”, grande besteira… Essa dupla é super saudável e não podem ser eliminada da dieta, principalmente o feijão que é rico em ferro, fibras, proteínas vegetais e ajuda na saciedade;


OLEAGINOSAS: Devido ao seu alto teor de gorduras, as castanhas, amendoim, amêndoas e afins, geralmente não fazem parte do cardápio de quem quer emagrecer… é uma pena, afinal, se consumidos com moderação (1 punhado – 1x/dia) , irão ajudar no emagrecimento;

ÁGUA: A população no geral ingere menos água do que o recomendado, então, se você quer emagrecer, deve aumentar o consumo de água que: reduz o apetite, melhora o intestino, diminui o inchaço, elimina toxinas e acelera o metabolismo!

terça-feira, 12 de junho de 2012

EXCESSO DE PESO PODE LEVAR A MAIOR DESGASTE DAS ARTICULAÇÕES

O sobrepeso e a obesidade podem ter um impacto significativo na artrite, causando um desgaste mais rápido das cartilagens do joelho, segundo estudo publicado na edição de agosto da revista científica Radiology. A osteoartrite é uma doença das articulações que progride lentamente, mas que pode piorar mais rapidamente em alguns pacientes, com perda acelerada de cartilagem.
 
Os pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA, avaliaram 336 pacientes com sobrepeso e que apresentavam risco de osteoartrite, mas que não tinham perda de cartilagem no joelho. Durante 30 meses de acompanhamento, 20,2% tiveram uma lenta perda de cartilagem, e, em quase 6%, esse desgaste era mais rápido.
 
As análises mostraram que, junto com a pré-existência de um dano ou lesão na cartilagem, inflamação nas articulações e acúmulo de líquido nas juntas, o sobrepeso e a obesidade estavam associados com uma rápida perda de cartilagem. Para cada unidade a mais no índice de massa corporal (medida do peso em relação à altura) havia um aumento de 11% nas chances de perda rápida de cartilagem.
 
“Sabemos que a perda de peso é, provavelmente, o fator mais importante para retardar a progressão da doença”, declarou o pesquisador Frank W. Roemer, líder do estudo. “Mais estudos terão de mostrar se outras medidas, como vitaminas ou tratamento direcionado das lesões na medula óssea irão ajudar a retardar a progressão”, acrescenta o especialista, destacando que a doença não tem cura, e deve ter seus impactos reduzidos da forma que for possível.
 
O sobrepeso e a obesidade podem ter um impacto significativo na artrite, causando um desgaste mais rápido das cartilagens do joelho, segundo estudo publicado na edição de agosto da revista científica Radiology. A osteoartrite é uma doença das articulações que progride lentamente, mas que pode piorar mais rapidamente em alguns pacientes, com perda acelerada de cartilagem.

Os pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA, avaliaram 336 pacientes com sobrepeso e que apresentavam risco de osteoartrite, mas que não tinham perda de cartilagem no joelho. Durante 30 meses de acompanhamento, 20,2% tiveram uma lenta perda de cartilagem, e, em quase 6%, esse desgaste era mais rápido.

As análises mostraram que, junto com a pré-existência de um dano ou lesão na cartilagem, inflamação nas articulações e acúmulo de líquido nas juntas, o sobrepeso e a obesidade estavam associados com uma rápida perda de cartilagem. Para cada unidade a mais no índice de massa corporal (medida do peso em relação à altura) havia um aumento de 11% nas chances de perda rápida de cartilagem.

“Sabemos que a perda de peso é, provavelmente, o fator mais importante para retardar a progressão da doença”, declarou o pesquisador Frank W. Roemer, líder do estudo. “Mais estudos terão de mostrar se outras medidas, como vitaminas ou tratamento direcionado das lesões na medula óssea irão ajudar a retardar a progressão”, acrescenta o especialista, destacando que a doença não tem cura, e deve ter seus impactos reduzidos da forma que for possível.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão

ATIVIDADE AERÓBIA E HIPERTENSÃO: UMA RELAÇÃO HARMONIOSA


Artigo escrito por: Alexandre Rodrigues dos Santos
 
Nos dias de hoje sabe-se que a tecnologia vem tomando um espaço cada vez maior na sociedade, tanto é verdade que hoje já deixamos de fazer várias coisas manualmente e passamos a nos dar ao luxo de fazê-la digitalmente, um bom, e ótimo exemplo disso são os vidros elétricos dos carros, o controle da televisão, e até o próprio carro. Em vez de irmos até a televisão para trocamos de canal, trocamos sentados no conforto de nosso sofá, e para que usar a manivela do carro se temos vidros elétricos?

Não desmereço esses “Luxos” que muitos levaram quase que uma vida de trabalho para conseguir, mas será que essa comodidade que a tecnologia nos oferece é benéfica para nossa saúde? Aí que mora o problema, pois doenças causadas por falta de atividade física são muitos comuns principalmente em pessoas adultas onde essa comodidade torna-se mais acessível.

Um dos problemas que podemos identificar com a falta de atividade física ou mais tecnicamente falando “doenças hipocinéticas”, são as doenças coronarianas especificamente a hipertensão, que além de ser uma doença assintomática (não possui sintomas), atinge mais de 30 milhões de brasileiros e é responsável por 47% dos infartos, 54% dos AVCs (Acidente Vascular Cerebral – derrame) e 37% dos casos de insuficiência renal, de acordo com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Com esses dados vemos que ficar sem praticar qualquer tipo de atividade física, é mais prejudicial do que pensávamos, claro que a hipertensão, entre outras doenças coronarianas podem ser adquiridas (falta de exercício, aspectos nutricionais, etc.) como também podem ser de caráter genético (casos de cardiopatias na família).

Muitos dos indivíduos hipertensos acham que como possuem uma doença coronariana e fazem uso medicamentoso, não podem fazer atividades físicas, coisa que está mais que provado que não é verdade! A prática regular de atividades físicas pode melhorar, e muito, a qualidade de vida desse indivíduo que sofre de hipertensão, mas essa atividade tem que ser periodizada, com intensidade volume entre outras variáveis para que essa prática se torne benéfica, e é ai que entra a parte do profissional de educação física.
Estudos feitos no Brasil e nos Estados Unidos com pessoas hipertensas e não hipertensas mostram que em atividades de 30 a 35 minutos provocam efeitos hipotensores (queda da pressão sanguínea) que chegam a durar até 12h após o exercício, e esses níveis pressóricos variam de 13/12mmhg (pressão sistólica). Já em indivíduos sem hipertensão essa queda pressórica não muda ou é insignificante. Bom mas o que isso quer dizer? Quer dizer que a atividade aeróbia para pessoas hipertensas é muito mais eficaz do que para indivíduos com pressões sanguíneas normais, levando em conta que o objetivo seja alcançar o efeito hipotensor.

Esses exercícios não podem ser feitos sem a liberação médica e também sem a orientação de um profissional de educação física, e não devem de jeito nenhum substituir o remédio, sendo que a prática de atividade serve como um complemento, que teria de ser imprescindível, e como qualquer outro remédio que tem tempo de efeito, dias para ingestão, tempo para próxima ingestão, o exercício seria a mesma coisa, onde existe a dose certa e a quantidade certa.

Estudos realizados no Brasil mostram que a atividade física, para que cause um efeito hipotensor no indivíduo basta que a atividade seja de 30% do VO2 pico, que seria como uma caminhada de 2 a 4 km/h durante 90 min. Mas como vimos no estudo logo acima o tempo varia de 30 a 35 minutos. Agora vejam, esses estudos mostram que para hipertensos terem um ganho na redução da pressão arterial, eles precisam fazer uma atividade de no mínimo 30min e no máximo 90min, em uma velocidade de 2 a 4 km/h, intensidade relativamente pequena, podendo  ser atingido até  mesmo por indivíduos sedentários.

Esses estudos têm por objetivo ilustrar mais cientificamente o que a organização mundial da saúde (OMS) já vem nos dizendo hávários anos, de que 30 minutos, 3 vezes por semana de uma atividade física tende a ser benéfica, pois os ganhos superam as perdas e quando comparamos exercícios aeróbios e hipertensão não há perdas.