quinta-feira, 5 de julho de 2012

TREINAMENTO DE FORÇA X OSTEOPOROSE


Essa doença é responsável por mais de 1,5 milhão de fraturas anuais. Os com cuidados médicos relacionados à fratura nos EUA custam, em média, U$$13,8 bilhões. A probabilidade de acontecer fratura osteoporótica após os 50 anos,e  até o fim da vida, é de 40% na mulheres e de 13% nos homens.
As quedas são a principal preocupação para pessoas que possuem osteoporose, pois através delas, aumenta-se o risco de fraturas dos ossos do quadril, punho, coluna ou outras partes do esqueleto.
Embora qualquer fratura possa ter um impacto dramático no indivíduo afetado, numa perspectiva de Saúde Coletiva as fraturas de quadril são as mais importantes porque são as principais fontes de morbidade associada à osteoporose e constituem causa predominante de óbito.
Como prevenir?
A prevenção da osteoporose deve começar desde a infância, e o objetivo deve ser a otimização do pico de massa óssea. O pico de massa óssea é a maior massa óssea obtida pelo indivíduo ao longo da sua vida. Isto ocorre no final do crescimento longitudinal (20 anos de idade).
No idoso, o maior objetivo da prevenção é minimizar as perdas de massa óssea e evitar as quedas. Os exercícios, nesta idade, têm como objetivo também a melhora do equilíbrio, do padrão da marcha, das reações de defesa e da propriocepção de uma maneira geral. Isto melhora a independência e contribui para melhor qualidade de vida. Alguns fatores são importantes para aumentar o pico de massa óssea:
  • Ingerir alimentos ricos em Cálcio – Os ossos são formados basicamente por cálcio, e ingerir quantidades suficientes deste nutriente é a principal forma de se prevenir contra a Osteoporose. O Cálcio é encontrado principalmente no leite e seus derivados, portando beba bastante leite, iogurte e coma queijo. Outra boa fonte de cálcio são os vegetais verde escuros, como brócolis e espinafre.
  • Tome sol – O sol ajuda a sintetizar a vitamina D, que por sua vez ajuda o organismo a absorver o cálcio. Pessoas que passam anos completamente isoladas do sol certamente ficam com osteoporose. Mas cuidado, tome sol nos horários da manhã e a tardezinha, quando o sol estiver mais fraco.
  • Pratique exercícios físicos – Os Exercícios físicos irão deixar seus ossos mais fortes, pois eles ajudam a melhorar o desempenho e funcionamento de todo o seu corpo, incluindo os ossos.
Tratamento para osteoporose – Medidas Gerais
As principais medidas para o tratamento da osteoporose são: atividade física, suplementação de cálcio e vitamina D e orientação na prevenção de quedas.
Treinamento de força X Osteoporose
Para Fleck & Kraemer (1999) a força é um fator importante para as capacidades funcionais, e a fraqueza dos músculos podem avançar até que uma pessoa idosa não possa realizar as atividades comuns de vida diária, tais como: levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou jogar o lixo fora.
O treinamento de força muscular mais que o treinamento aeróbio, estaria diminuindo os efeitos negativos do envelhecimento sobre as variáveis neuromusculares e proporcionando ao idoso, a possibilidade de ser funcionalmente independente além de reduzir a incidência de fraturas ósseas. (GUEDES, 2007)
O mais recente posicionamento da ACSM de 2002, reforça que o treino de força é importante e que a sua prática regular desenvolve e mantém as estruturas muscular e óssea. A ACSM recomenda que, na prática sejam feitos de 8 a 10 tipos de exercícios de uma intensidade de 60 a 80% de uma repetição máxima (1 RM), de 8 a 12 repetições por exercício e uma regularidade de 2 a 3 vezes por semana.
Segundo Teixeira (2008)  seja qual for o meio em que o indivíduo com osteoporose for praticar uma atividade física, é importante que em todo o programa de reabilitação ou treinamento físico seja enfatizado o fortalecimento muscular dos extensores da coluna vertebral, flexores do quadril e extensores do joelho, pois estes grupos musculares estão diretamente ligados à prevenção e reabilitação de fraturas osteoporóticas.
Avaliação do indivíduo com osteoporose
Qualquer pessoa, antes de iniciar um programa de exercícios físicos, deve antes, passar por uma avaliação, no caso do indivíduo com osteoporose não é diferente. Os exames solicitados pelo médico, como Raio X, densitometria óssea, dentre outros, ajudarão ao profissional de educação física a abordar qual atividade será melhor a se aplicar a este indivíduo.

O QUE COMER PARA EMAGRECER?

Infelizmente, muitas pessoas ainda pensam que ficar sem comer irá fazê-las eliminar peso… Já está mais do que provado que comer de 3-3 horas acelera o metabolismo, aumentando a queima de gordura e ajudando no processo de emagrecimento. Saiba que ao se consultar com um nutricionista, de forma alguma você terá que passar fome, É ERRADO PASSAR FOME! Muito pelo contrário, na maioria das vezes as pessoas assustam, pois terão que comer mais do que comiam, o que muda é a qualidade desses alimentos…


Mas quais opções escolher? O que comer? Que alimentos ajudam a emagrecer?
Confiram os alimentos TOP em auxiliar o emagrecimento:

IOGURTE E LEITE DESNATADOS: Itens indispensáveis para quem deseja emagrecer. Os laticínios sem gordura são fontes de proteínas, vitaminas, minerais, como, por exemplo, o cálcio, que atua como coadjuvante no processo de emagrecimento. Quem tem dieta rica em cálcio, tem menos acúmulo de gordura no corpo! Sem contar que as proteínas do leite são de ótima qualidade, reparam fibras musculares e aceleram o metabolismo (assim como as outras proteínas animais também);


CEREAIS INTEGRAIS: Hora de eliminar farinha branca e açúcar do seu cardápio! Os cereais integrais são ricos em fibras, nutrientes e possuem baixo índice glicêmico, fazendo com que sua glicemia fique estável e não haja picos de insulina a todo o momento, grande responsável por estocar gorduras corporais;

PROTEÍNAS MAGRAS: Como dito anteriormente, uma dieta rica em proteínas ajuda a acelerar o metabolismo, pois sua digestão é a mais complexa entre todos os macronutrientes, então, capriche no consumo de proteínas magras em todas as refeições;

VEGETAIS: Aumente o consumo de frutas/legumes e verduras ao longo do dia, afinal, eles são pobres em calorias e gorduras, rico em fibras, água, vitaminas e minerais, auxiliando no processo de emagrecimento. Os únicos vegetais que devem ser consumidos com moderação são: batata, mandioca, inhame, cará, mandioquinha, abacate, manga, uva e batata-doce, pois possuem um pouco mais de calorias do que os outros;

FEIJÃO: Ouço muito por aí: “Quero emagrecer então vou cortar arroz e feijão!”, grande besteira… Essa dupla é super saudável e não podem ser eliminada da dieta, principalmente o feijão que é rico em ferro, fibras, proteínas vegetais e ajuda na saciedade;


OLEAGINOSAS: Devido ao seu alto teor de gorduras, as castanhas, amendoim, amêndoas e afins, geralmente não fazem parte do cardápio de quem quer emagrecer… é uma pena, afinal, se consumidos com moderação (1 punhado – 1x/dia) , irão ajudar no emagrecimento;

ÁGUA: A população no geral ingere menos água do que o recomendado, então, se você quer emagrecer, deve aumentar o consumo de água que: reduz o apetite, melhora o intestino, diminui o inchaço, elimina toxinas e acelera o metabolismo!

terça-feira, 12 de junho de 2012

EXCESSO DE PESO PODE LEVAR A MAIOR DESGASTE DAS ARTICULAÇÕES

O sobrepeso e a obesidade podem ter um impacto significativo na artrite, causando um desgaste mais rápido das cartilagens do joelho, segundo estudo publicado na edição de agosto da revista científica Radiology. A osteoartrite é uma doença das articulações que progride lentamente, mas que pode piorar mais rapidamente em alguns pacientes, com perda acelerada de cartilagem.
 
Os pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA, avaliaram 336 pacientes com sobrepeso e que apresentavam risco de osteoartrite, mas que não tinham perda de cartilagem no joelho. Durante 30 meses de acompanhamento, 20,2% tiveram uma lenta perda de cartilagem, e, em quase 6%, esse desgaste era mais rápido.
 
As análises mostraram que, junto com a pré-existência de um dano ou lesão na cartilagem, inflamação nas articulações e acúmulo de líquido nas juntas, o sobrepeso e a obesidade estavam associados com uma rápida perda de cartilagem. Para cada unidade a mais no índice de massa corporal (medida do peso em relação à altura) havia um aumento de 11% nas chances de perda rápida de cartilagem.
 
“Sabemos que a perda de peso é, provavelmente, o fator mais importante para retardar a progressão da doença”, declarou o pesquisador Frank W. Roemer, líder do estudo. “Mais estudos terão de mostrar se outras medidas, como vitaminas ou tratamento direcionado das lesões na medula óssea irão ajudar a retardar a progressão”, acrescenta o especialista, destacando que a doença não tem cura, e deve ter seus impactos reduzidos da forma que for possível.
 
O sobrepeso e a obesidade podem ter um impacto significativo na artrite, causando um desgaste mais rápido das cartilagens do joelho, segundo estudo publicado na edição de agosto da revista científica Radiology. A osteoartrite é uma doença das articulações que progride lentamente, mas que pode piorar mais rapidamente em alguns pacientes, com perda acelerada de cartilagem.

Os pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA, avaliaram 336 pacientes com sobrepeso e que apresentavam risco de osteoartrite, mas que não tinham perda de cartilagem no joelho. Durante 30 meses de acompanhamento, 20,2% tiveram uma lenta perda de cartilagem, e, em quase 6%, esse desgaste era mais rápido.

As análises mostraram que, junto com a pré-existência de um dano ou lesão na cartilagem, inflamação nas articulações e acúmulo de líquido nas juntas, o sobrepeso e a obesidade estavam associados com uma rápida perda de cartilagem. Para cada unidade a mais no índice de massa corporal (medida do peso em relação à altura) havia um aumento de 11% nas chances de perda rápida de cartilagem.

“Sabemos que a perda de peso é, provavelmente, o fator mais importante para retardar a progressão da doença”, declarou o pesquisador Frank W. Roemer, líder do estudo. “Mais estudos terão de mostrar se outras medidas, como vitaminas ou tratamento direcionado das lesões na medula óssea irão ajudar a retardar a progressão”, acrescenta o especialista, destacando que a doença não tem cura, e deve ter seus impactos reduzidos da forma que for possível.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão

ATIVIDADE AERÓBIA E HIPERTENSÃO: UMA RELAÇÃO HARMONIOSA


Artigo escrito por: Alexandre Rodrigues dos Santos
 
Nos dias de hoje sabe-se que a tecnologia vem tomando um espaço cada vez maior na sociedade, tanto é verdade que hoje já deixamos de fazer várias coisas manualmente e passamos a nos dar ao luxo de fazê-la digitalmente, um bom, e ótimo exemplo disso são os vidros elétricos dos carros, o controle da televisão, e até o próprio carro. Em vez de irmos até a televisão para trocamos de canal, trocamos sentados no conforto de nosso sofá, e para que usar a manivela do carro se temos vidros elétricos?

Não desmereço esses “Luxos” que muitos levaram quase que uma vida de trabalho para conseguir, mas será que essa comodidade que a tecnologia nos oferece é benéfica para nossa saúde? Aí que mora o problema, pois doenças causadas por falta de atividade física são muitos comuns principalmente em pessoas adultas onde essa comodidade torna-se mais acessível.

Um dos problemas que podemos identificar com a falta de atividade física ou mais tecnicamente falando “doenças hipocinéticas”, são as doenças coronarianas especificamente a hipertensão, que além de ser uma doença assintomática (não possui sintomas), atinge mais de 30 milhões de brasileiros e é responsável por 47% dos infartos, 54% dos AVCs (Acidente Vascular Cerebral – derrame) e 37% dos casos de insuficiência renal, de acordo com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Com esses dados vemos que ficar sem praticar qualquer tipo de atividade física, é mais prejudicial do que pensávamos, claro que a hipertensão, entre outras doenças coronarianas podem ser adquiridas (falta de exercício, aspectos nutricionais, etc.) como também podem ser de caráter genético (casos de cardiopatias na família).

Muitos dos indivíduos hipertensos acham que como possuem uma doença coronariana e fazem uso medicamentoso, não podem fazer atividades físicas, coisa que está mais que provado que não é verdade! A prática regular de atividades físicas pode melhorar, e muito, a qualidade de vida desse indivíduo que sofre de hipertensão, mas essa atividade tem que ser periodizada, com intensidade volume entre outras variáveis para que essa prática se torne benéfica, e é ai que entra a parte do profissional de educação física.
Estudos feitos no Brasil e nos Estados Unidos com pessoas hipertensas e não hipertensas mostram que em atividades de 30 a 35 minutos provocam efeitos hipotensores (queda da pressão sanguínea) que chegam a durar até 12h após o exercício, e esses níveis pressóricos variam de 13/12mmhg (pressão sistólica). Já em indivíduos sem hipertensão essa queda pressórica não muda ou é insignificante. Bom mas o que isso quer dizer? Quer dizer que a atividade aeróbia para pessoas hipertensas é muito mais eficaz do que para indivíduos com pressões sanguíneas normais, levando em conta que o objetivo seja alcançar o efeito hipotensor.

Esses exercícios não podem ser feitos sem a liberação médica e também sem a orientação de um profissional de educação física, e não devem de jeito nenhum substituir o remédio, sendo que a prática de atividade serve como um complemento, que teria de ser imprescindível, e como qualquer outro remédio que tem tempo de efeito, dias para ingestão, tempo para próxima ingestão, o exercício seria a mesma coisa, onde existe a dose certa e a quantidade certa.

Estudos realizados no Brasil mostram que a atividade física, para que cause um efeito hipotensor no indivíduo basta que a atividade seja de 30% do VO2 pico, que seria como uma caminhada de 2 a 4 km/h durante 90 min. Mas como vimos no estudo logo acima o tempo varia de 30 a 35 minutos. Agora vejam, esses estudos mostram que para hipertensos terem um ganho na redução da pressão arterial, eles precisam fazer uma atividade de no mínimo 30min e no máximo 90min, em uma velocidade de 2 a 4 km/h, intensidade relativamente pequena, podendo  ser atingido até  mesmo por indivíduos sedentários.

Esses estudos têm por objetivo ilustrar mais cientificamente o que a organização mundial da saúde (OMS) já vem nos dizendo hávários anos, de que 30 minutos, 3 vezes por semana de uma atividade física tende a ser benéfica, pois os ganhos superam as perdas e quando comparamos exercícios aeróbios e hipertensão não há perdas.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ENTORSE DE TORNOZELO

Em busca de uma melhor qualidade de vida é cada vez mais comum individuos sedentários iniciarem um programa de atividade física sem qualquer orientação de um profissional especializado. Esta procura vem acompanhada, muitas vezes, de um treinamento inadequado, sem adaptações orgânicas necessárias para o sucesso da mesma. Como consequencia notamos um grande índice de lesões relacionadas ao esporte, como a corrida por exemplo. Dentre elas destaca-se as lesões musculares e articulares, como distensões e entorses. Estudos e esforços vem sendo realizados para diminuir este grande índice de lesões, e o fisioterapeuta, como profissional da área de saúde aparece não apenas na reabilitação e tratamento das injúrias, mas também na prevenção, para que menos lesões venham a aparecer e prejudicar a qualidade e desempenho dos praticantes. O entorse de tornozelo é uma lesão considerada comum no meio desportivo, porém evitável. É definido como sendo uma lesão ligamentar, onde no momento do impacto, ao girar o pé rapidamente para dentro (por inversão) ou para fora (por eversão) os ligamentos não conseguem se contrair com rapidez para amortecer o impacto, causando a lesão. O entorse por inversão é disparado o mais comum, sendo que acomete 3 ligamentos laterais: talofibular anterior, calcaneofibular e talofibular posterior. O entorse por eversão é menos comum e acomete o ligamento deltóide. Dependendo da intensidade do trauma pode ter 3 diferentes classificações: - Grau I: há algum estiramento e talvez ruptura das fibras ligamentares do tornozelo, com pouca ou nenhuma instabilidade, leve dor e pouco edema; - Grau II: algumas fibras ligamentares são rompidas parcialmente, com dor, edema e rigidez articular; - Grau III: ocorre a ruptura total do ligamento, com instabilidade articular, dor severa, com grande edema tornando a articulação muito rígida. Durante a fase inicial de tratamento alguns objetivos são muito claros: contolar o edema (com auxilio da crioterapia-gelo), compressão com uma bandagem elastica, elevação dos membros inferiores nas primeiras 48 horas e repouso para diminuir o processo inflamatório. Na continuação do tratamento inicia-se o trabalho individual com o fisioterapeuta, onde será destacada a realização dos exercícios isométricos de planti e dorsi-flexão do tornozelo, inversão e eversão do pé e a proproicepção. De acordo com a progressão do organismo em resposta a lesão, os exercícios irão do mais simples ao mais complexo. Vale a pena lembrar que um trabalho de reabilitação incorreto ou parcial resultará diretamente em reincidencia da lesão. Consequentemente se o retorno à pratica esportiva for bem orientado e tolerado, sem estressar o ligamento lesionado, seu retorno será com certeza bem sucedido. Por isso, se realizar um entorse de tornozelo quando estiver correndo ou de outra maneira qualquer, respeite seu limite e inicie precocemente um trabalho de reabilitação!

É MELHOR CORRER NA RUA OU NA ESTEIRA?

Adotar a corrida como prática esportiva é, sem dúvida, um grande passo em direção a uma vida mais saudável e uma cintura fina. Na hora de gastar a sola do tênis, há quem adote a esteira, um dos aparelhos mais concorridos nas academias. Já outros não trocam a suadeira ao ar livre por nada. "A escolha do piso em que se vai correr deve se basear nos objetivos do indivíduo", afirma o educador físico Bruno Modesto, que é pesquisador da Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo (USP) e instrutor de primeiros socorros do Instituto do Coração de São Paulo, o Incor. Em outras palavras, o futuro corredor precisa ter em mente se quer se exercitar só para relaxar ou, por outro lado, para competir nas inúmeras corridas de rua Brasil afora. Outro ponto fundamental é checar a possibilidade de dar as passadas em ruas, praças e parques -- caso essa alternativa esteja fora de alcance, o jeito mesmo é ficar na velha e boa esteira. "Iniciantes ou sedentários podem começar no aparelho e evoluir posteriormente para a corrida de rua, que apresenta mais dificuldades de percurso sem contar a influência de fatores ambientais", completa Modesto. "Uma das principais vantagens da esteira é a possibilidade de controlar o ritmo da corrida. Além disso, nela é mais fácil aprender a mecânica correta do movimento, o que deixa o atleta mais eficiente", diz Bruno Modesto. "Ao alternarmos a velocidade e a inclinação do equipamento, pode-se fazer um trabalho progressivo e adequado, inclusive para indivíduos com sobrepeso ou obesos", afirma o professor. Para o ortopedista André Pedrinelli, da Faculdade de Medicina da USP, o recomendado é treinar nos dois pisos, já que ambos apresentam prós e contras. "A esteira oferece mais amortecimento para as articulações que o asfalto, além de garantir um melhor controle do esforço e, portanto, dos resultados", diz Pedrinelli. Segundo ele, correr na engenhoca gera menos impacto e, consequentemente, diminui-se o risco de lesões. "O sistema de absorção de impacto do equipamento ajuda principalmente os que estão acima do peso", confirma Bruno Modesto. A esteira também é ótima para dias chuvosos ou para fugir do frio e do calor extremos. Mas muita gente acha monótono correr olhando sempre o mesmo cenário, em ambiente fechado e sem interação com outras pessoas. "A corrida ao ar livre permite contato com a natureza, diferentes paisagens, novos lugares e percursos a ser explorados. Além disso, possibilita reunir amigos e formar grupos, o que aumenta a motivação e faz a diferença para que pretende se manter ativo", avalia Bruno Modesto. Outra diferença é que o gasto energético na rua é maior. Isso porque a mecânica dos movimentos não é a mesma. No chão, o indivíduo fica sujeito a diversas variações de rota, como subidas, descidas, curvas e inúmeras irregularidades no terreno que aumentam a demanda do organismo e contribuem para um maior consumo calórico. Todos esses desvios fazem com que mais grupos musculares se envolvam na atividade e ainda desenvolvem o sistema de equilíbrio -- chamado de propriocepção --, o que não acontece na esteira. Veja, então, qual alternativa se adapta às suas características e preferências, calce o tênis e dê a largada rumo à boa forma. Se possível, varie o ambiente e o piso, já que, como vimos, há pontos positivos e negativos em todos eles. Mas, nos dois casos, na esteira ou na rua, é fundamental buscar a orientação de um profissional de educação física. Ele vai planejar o treinamento e dosar o esforço sempre de acordo com as suas condições. As vantagens de cada piso Esteira • Gera menos impacto nas articulações • Menor risco de lesões • Melhor controle do esforço e dos resultados • Mais indicada para iniciantes e para quem está acima do peso • Ideal para dias chuvosos, muito quentes ou frios demais Rua • Diferentes paisagens e contato com a natureza • Maior socialização • Maior gasto energético devido às irregularidades do terreno • Envolve mais grupos musculares • Desenvolve o sistema de equilíbrio --propriocepção

terça-feira, 20 de março de 2012

DIETAS MILAGROSAS: ILUSÃO PERIGOSA


Quem nunca ouviu as promessas ou até mesmo se arriscou na dieta da sopa, da lua, dos líquidos, do tipo sanguíneo, das frutas e até mesmo as arbitrárias aquelas que fazemos por conta própria? De uma forma geral estas dietas ajudam na redução de peso, mas são pobres em nutrientes. A nutricionista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, Sheila Silva Castro, orienta para os riscos que estas dietas oferecem e afirma que o resultado é conhecido como “efeito sanfona”.

Quando os números na balança começam subir, optar pelo método mais rápido pode parecer a melhor solução e as dietas receitadas por amigos acabam sendo as preferidas. Não buscar orientação de um profissional pode causar algumas complicações, uma delas é em pouco tempo, recuperar em dobro os quilos perdidos.

Essas dietas tornam-se populares por prometerem rápida perda de peso em curto espaço de tempo e de certa forma até funcionam em razão do baixo consumo de calorias, mas são perigosas porque limitam a ingestão de nutrientes e alimentos, fundamentais para controlar o peso e manter a harmonia do organismo.

Entre as mais conhecidas e perigosas dietas podemos citar algumas que sempre estão na moda:

Dieta da sopa - aparentemente é inofensiva, pois tem muitos legumes e dá a impressão de ser bem nutritiva, porém é pobre em proteínas.

Dieta das proteínas - aumenta o consumo de proteínas e gorduras e reduz os carboidratos para que o metabolismo troque o uso de glicose por gordura para gerar energia.

Dieta das combinações - não mistura carboidratos com proteínas no almoço e no jantar. Altamente desequilibrada, faz com que o organismo deixe de receber os nutrientes necessários.

Dieta da lua – nela é permitido consumir somente líquidos, como sucos de frutas, chá, caldos de carne ou de legumes após a mudança da lua. Pobre em proteínas e vitaminas leva a pessoa a comer o dobro no dia seguinte. Normalmente, estas dietas não causam perda de gordura, mas sim de água e massa muscular.

Segundo a nutricionista, o ideal é perder peso de forma lenta e gradual. “É um trabalho a longo prazo, por isso, o ideal é comer de tudo um pouco e praticar exercícios regulares” explica a especialista.

Uma dieta saudável conta com o bom senso e o equilíbrio de três principais nutrientes, carboidratos, proteínas e lipídios. Certamente se houver a eliminação de um destes componentes haverá problemas para a saúde.

“O mais sensato é o indivíduo buscar ajuda de um profissional que recomendará uma dieta balanceada com mudança de hábitos alimentares. Só assim será possível atingir o peso pretendido sem prejudicar a saúde e nem recuperar os quilos perdidos”, orienta Sheila.

As dietas da moda são baseadas em excessos e exclusões de alimentos, até de grupos alimentares inteiros, o que prejudica o organismo.

Outro método muito comum para emagrecer, porém igualmente perigoso, são as dietas desintoxicantes, entre elas estão chás de efeito laxante, água morna com sal, limonada com pimenta e água mineral. Além destas existem dietas do jejum à lavagem intestinal, que permitem apenas o consumo de sucos, purês de vegetais, sopas sem nenhum sólido dentro ou ainda durante um dia inteiro alimentar-se somente de cenoura crua e maçãs.

O que muita gente não sabe é que estas dietas de desintoxicação levam o indivíduo a desidratação, problemas nos rins, fraqueza muscular e arritmias cardíacas. Outro fato muito importante em relação ao jejum é que ele pode produzir o efeito inverso, ao desacelerar o metabolismo, a restrição calórica torna ainda mais difícil perder peso.
O mais importante ao iniciar uma dieta é procurar um profissional especializado no assunto.
“Não existem dietas milagrosas. É preciso dar o primeiro passo e este deve ser a vontade do indivíduo em mudar seus hábitos alimentares e de vida, para que obtenham resultados satisfatórios e verdadeiros”, encerra a nutricionista.